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Baile do Bolo Frito do CTG Coxilha de Ronda é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Santiago

A cultura tradicionalista de Santiago ganhou um marco histórico. O CTG Coxilha de Ronda, o tradicional Baile do Bolo Frito e a Festa Campeira foram oficialmente reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial do município, conforme estabelece a Lei nº 732/2026. O ofício foi entregue à entidade pelo vereador Fernando Oliveira, celebrando décadas de dedicação à preservação e valorização da cultura gaúcha.

O reconhecimento representa muito mais do que um título: é o reflexo do trabalho contínuo de gerações que mantêm vivas as tradições, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade cultural da comunidade santiaguense. O CTG Coxilha de Ronda é referência regional quando o assunto é tradicionalismo, reunindo história, memória e participação popular.

Em entrevista, o atual patrão Ronaldo Jornada Lavarda relembrou a trajetória do Baile do Bolo Frito, um dos eventos mais aguardados da programação da Semana Farroupilha. A iniciativa teve início em 2004, durante um baile, passou por algumas edições interrompidas e, a partir de 2007, ganhou registro oficial e realização anual. Desde então, o evento não parou de crescer e hoje é sinônimo de casa cheia. Na edição de 2025, cerca de 2.300 pessoas lotaram as dependências do CTG, comprovando a força da tradição. No mesmo ano, foram produzidos aproximadamente 9 mil bolos fritos, número que em edições anteriores chegou perto de 10 mil unidades.

Outro ponto marcante do baile é a trilha sonora. Desde as primeiras edições, a animação fica por conta do conjunto Os Monarcas, cuja presença se tornou parte inseparável da identidade do evento, contribuindo para atrair público de toda a região.

Ronaldo também destacou a história da sede campeira e dos rodeios. O início da construção ocorreu em 1987, durante a patronagem de Nilton Brun, com o apoio de diversos colaboradores, entre eles o saudoso Antônio Vivaldino Bonotto, responsável pela doação da área onde a sede foi erguida. Na época, houve ainda o apoio do Exército Brasileiro, que realizou a terraplanagem do terreno. A sede campeira foi inaugurada oficialmente em 1988 e hoje soma 38 anos de história.

O primeiro rodeio aconteceu em 1989 e ficou marcado por fortes chuvas, que causaram prejuízos e até a morte de animais em função do mau tempo. Apesar das dificuldades iniciais, a perseverança dos tradicionalistas fez com que o local se consolidasse ao longo das décadas. Atualmente, a sede já recebeu cerca de 36 edições da Festa Campeira e inúmeros rodeios, sendo considerada uma das maiores e mais estruturadas sedes tradicionalistas do Rio Grande do Sul.

Em nota oficial, a patronagem do CTG agradeceu o reconhecimento concedido por meio do vereador Fernando Oliveira, destacando a importância da lei para a preservação cultural do município.
“Ficamos muito felizes e honrados em receber essa notícia, que valoriza nossa história, nossas tradições e o trabalho de todos que mantêm viva a cultura gaúcha. Agradecemos ao vereador Fernando Oliveira pela belíssima atitude de criar e apoiar esta lei, fortalecendo e preservando a cultura tradicionalista em nosso município”, destacou a entidade.

O reconhecimento como Patrimônio Cultural Imaterial eterniza a relevância do CTG Coxilha de Ronda, do Baile do Bolo Frito e da Festa Campeira, garantindo que essas manifestações sigam vivas, fortes e celebradas pelas futuras gerações.

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